DE OLHO NO PLANETA


Margarida Drumond de Assis (FOTO)
Exatamente há 47 anos, em Estocolmo – Suécia, acontecia uma das mais
relevantes iniciativas em prol do Meio Ambiente. O ano de 1972 viria como um marco
da luta mundial pelo Meio Ambiente Humano, fato que se deu durante Conferência das
Nações Unidas. Trata-se, pois, de uma data que impõe reflexão sobre essa relação do
humano e o meio em que vive, ainda mais hoje, quando temos visto um desmonte nos
órgãos que deveriam ser os responsáveis pelo combate e controle do desmatamento. O
que pensar quando sabemos do corte, por exemplo, do Departamento de Florestas e
Combate ao Desmatamento, pertencente ao próprio Ministério do Meio Ambiente?
Crianças nas escolas, inclusive as bem pequeninas, já vêm sendo conscientizadas
do valor da água, da importância das árvores, do cuidado que devemos ter com o espaço
em que vivemos. No entanto, adultos há que, no comando da nação, agem
inescrupulosamente, sem se preocupar com o ar; a água; sequer a biodiversidade parece
lhe despertar atenção, embora o conjunto de plantas, animais e microrganismos seja
fundamental para a vida. Ao contrário, a terra em nosso país corre o risco de ser ainda
mais contaminada, bem como os alimentos, pois, conforme registros do Ministério da
Agricultura, nos últimos meses se liberou para o campo 197 registros de agrotóxicos.
Isto é não valorizar a vida, seja em que modalidade for, notadamente a humana. Como o
Brasil, outras nações incorrem na falta de conscientização para bem preservar o meio
ambiente. A casa em que vivemos chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente em
situação nada agradável; cumpre-nos urgência de mobilização para preservar a
natureza, e isto urgentemente.
Ações diversas, por aqui e em todo o mundo, tendo por mote a data de 5 de
junho, objetivam a proteção e a melhoria do nosso ambiente, pois há questões essenciais
que, se não forem devidamente observadas, prejudicarão, e muito, o bem-estar, a vida e
também o desenvolvimento econômico em todo o Planeta. Disse bem o Secretário de
Estado do Meio Ambiente do Distrito Federal, por ocasião de atividades de
conscientização pela data, no Eixão Norte, na abertura da Semana do Meio Ambiente:
“O planeta já não consegue repor grande parte dos recursos naturais que foram
destruídos pelo homem. As mudanças climáticas são uma realidade e, por isso, é
fundamental um novo olhar para o futuro”. Nossas autoridades devem repensar ações
que vêm acontecendo em detrimento da terra, do ar, da vida. É preciso levar em conta,
inclusive, que o nosso Produto Interno Bruto, o PIB, depende da Agricultura e, em
havendo mudanças climáticas e contaminação da terra, só virá prejuízo, não apenas no
que se relaciona ao financeiro, também a saúde do povo, e isto é mais importante, estará
grandemente prejudicada.
Afinal, urge sensibilizar e incentivar os povos de todo o mundo, no sentido de se
manter ações que levem ao controle de problemas que possam afetar o meio ambiente.
Aqui no Brasil, o retrocesso que temos visto com demarcação de terras indígenas não é
boa coisa, e pior ficará com licenciamento ambiental mais acessível, o que favorecerá,
sobremaneira, empreendimentos de infraestrutura em terras indígenas. Também
essenciais atitudes mais simples, da competência de todos nós, como não poluir os rios,
os mares; o reuso; a seriedade na questão de uso dos descartáveis, entre outras medidas.
Reciclar é a palavra de ordem. Os recursos naturais já não são mais recuperados, como
antes para atender nossas necessidades, pois cresceu a população e, consequentemente,
aumentou o nível de consumo. É hora de nos preocuparmos, também, com o Planeta.

Brasília, 5 de junho de 2019.

Margarida Drumond é escritora e joralista, mestrado em Planejamento e Gestão
Ambiental. Dentre seus livros, estão Dom Luciano, especial dom de Deus, biografia sobre Dom
Luciano Mendes de Almeida, e Tempo de saudade, que traz em romance, a história de
Timóteo..
Contatos; (61)9.8607-7680 margaridadrumond@gmail.com www.margaridadrumond.com