{"id":8494,"date":"2019-04-27T16:50:26","date_gmt":"2019-04-27T19:50:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.folhadocomercio.com.br\/folha-do-comercio\/?p=8494"},"modified":"2019-04-27T16:50:26","modified_gmt":"2019-04-27T19:50:26","slug":"nova-mineracao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/?p=8494","title":{"rendered":"Nova minera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"bt_bb_wrapper\"><p style=\"font-weight: 400;\"><strong><em>Fl\u00e1vio Roscoe(FOTO) \u00e9 presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Minas Gerais (Sistema Fiemg)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para onde deve caminhar a ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o em Minas Gerais e no Brasil? Para responder a esta pergunta, realizamos o\u00a0<strong>Semin\u00e1rio T\u00e9cnico Internacional sobre Barragens de Rejeitos e o Futuro da Minera\u00e7\u00e3o em Minas Gerais<\/strong>. Iniciativa do IBRAM &#8211; Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o -, o evento realizado na Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral teve o apoio das empresas do setor, do poder p\u00fablico e da FIEMG. Contou com a presen\u00e7a de dois governadores \u2013 Renato Casagrande, do Esp\u00edrito Santo, e Romeu Zema, de Minas Gerais \u2013 e de dois ministros de Estado \u2013 Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Bento Albuquerque, das Minas e Energia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os debates, motivados pelos dois rompimentos de barragens \u2013 em Brumadinho e Mariana \u2013, nos levam a conclus\u00f5es que apontam, em primeiro lugar, para a necessidade de profunda reflex\u00e3o sobre a ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o, no sentido de garantir seguran\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e assegurar contribui\u00e7\u00e3o social aos munic\u00edpios e estados que recepcionam a atividade mineradora. Apontam, igualmente, para a essencialidade de preserva\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria que produz crescimento econ\u00f4mico e avan\u00e7o social, especialmente sob a forma da gera\u00e7\u00e3o de empregos em centenas, talvez milhares, de munic\u00edpios brasileiros. \u00c9 atividade que se torna ainda mais importante neste momento em que o cen\u00e1rio econ\u00f4mico se agrava em raz\u00e3o de sinais vis\u00edveis e preocupantes de arrefecimento nas proje\u00e7\u00f5es de crescimento da economia. As previs\u00f5es v\u00eam de organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas \u2013 FMI, Boletim Focus do Banco Central, e entidades de classe como a pr\u00f3pria FIEMG e a CNI \u2013 Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria. Uma das causas apontadas \u00e9 exatamente a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o em consequ\u00eancia do rompimento da Barragem do C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, em Brumadinho.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Se nada for feito, se a ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o n\u00e3o retomar o ritmo normal de produ\u00e7\u00e3o, garantindo a seguran\u00e7a ambiental e humana, a tend\u00eancia \u00e9 de agravamento deste cen\u00e1rio. Como muito bem lembrou o ministro Bento Albuquerque em nosso Semin\u00e1rio, a ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por 4% do Produto Interno Brasileiro (PIB), por 21% das nossas exporta\u00e7\u00f5es e pela gera\u00e7\u00e3o de quase 200 mil empregos diretos e mais de dois milh\u00f5es de indiretos. Frear este setor, portanto, representa frear o PIB, reduzir o saldo do nosso com\u00e9rcio exterior e desempregar em massa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Estudos realizados pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, confirmam que o corte de 92,8 milh\u00f5es de toneladas na produ\u00e7\u00e3o da Vale em Minas Gerais (23% da produ\u00e7\u00e3o nacional), estimado pela pr\u00f3pria empresa, ter\u00e1 impacto de 0,2 ponto percentual no PIB nacional este ano. Se o crescimento do PIB for de 2% como prev\u00ea a m\u00e9dia das proje\u00e7\u00f5es, dez por cento dessa alta do ano estar\u00e1 perdida. \u00c9 bem prov\u00e1vel que seja ainda mais, em raz\u00e3o da revis\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es de crescimento que j\u00e1 apontam crescimento ao redor de 1%.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para Minas Gerais, que tem na minera\u00e7\u00e3o a base de sua ind\u00fastria e de sua economia, o impacto ser\u00e1 catastr\u00f3fico \u2013 uma trag\u00e9dia. Certamente por esta raz\u00e3o, em nosso Semin\u00e1rio, o governador Romeu Zema advertiu para a necessidade de se repensar a atividade mineradora. Se o PIB nacional perde, com a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o mineral, de 10% a 20% do seu crescimento estimado para o ano, Minas Gerais perde muito mais. Estudos que realizamos na FIEMG indicam a perda de 850 mil empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva da minera\u00e7\u00e3o. Nosso PIB, cujo crescimento foi estimado em 3,3% em dezembro do ano passado, poder\u00e1 crescer negativamente &#8211; 4% \u2013 caso persistam os impactos no setor extrativo, em seus fornecedores e nos setores demandantes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nossos estudos tamb\u00e9m mostram que em um cen\u00e1rio de redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o mineral de 90 milh\u00f5es de toneladas anuais (at\u00e9 2020) e 65 milh\u00f5es de toneladas em 2021, a cadeia produtiva da ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o perder\u00e1 R$ 107,1 bilh\u00f5es em faturamento, R$ 18,6 bilh\u00f5es em massa salarial, R$ 4,5 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es, R$ 4,3 bilh\u00f5es em impostos fundamentais para financiamento de pol\u00edticas p\u00fablicas e mais de 1 milh\u00e3o de empregos na cadeia produtiva.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Registre-se, ainda, que importantes munic\u00edpios mineiros ser\u00e3o fortemente impactados, uma vez que sua principal fonte de arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 a CFEM \u2013 Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais. Dentre os 15 primeiros munic\u00edpios brasileiros no ranking de arrecada\u00e7\u00e3o da CFEM, 11 s\u00e3o de Minas Gerais: Nova Lima, Congonhas, Itabira, Itabirito, S\u00e3o Gon\u00e7alo do Rio Abaixo, Mariana, Brumadinho, Paracatu, Itatiaiu\u00e7u, Ouro Preto e Concei\u00e7\u00e3o do Mato Dentro. Minas, naturalmente, \u00e9 o estado que mais arrecada a CFEM no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nosso Semin\u00e1rio mostrou, com n\u00fameros e experi\u00eancias de outros pa\u00edses, que \u00e9 poss\u00edvel minerar com seguran\u00e7a para a popula\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m demonstrou que a ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o cumpre miss\u00e3o estrat\u00e9gica na promo\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico e para o financiamento de pol\u00edticas p\u00fablicas inclusivas e transformadoras. Por tudo isso, como lembrou o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, n\u00e3o se deve demonizar a atividade. Deve-se, sim, exigir que seja feita com seguran\u00e7a e responsabilidade social empresarial. Isso \u00e9 o que todos queremos \u2013 uma nova minera\u00e7\u00e3o para Minas Gerais e para o Brasil.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1vio Roscoe(FOTO) \u00e9 presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Minas Gerais (Sistema Fiemg) Para onde deve caminhar a ind\u00fastria da minera\u00e7\u00e3o em Minas Gerais e no Brasil? Para responder a esta pergunta, realizamos o\u00a0Semin\u00e1rio T\u00e9cnico Internacional sobre Barragens de Rejeitos e o Futuro da Minera\u00e7\u00e3o em Minas Gerais. 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