{"id":4987,"date":"2018-06-05T10:51:27","date_gmt":"2018-06-05T13:51:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.folhadocomercio.com.br\/folha-do-comercio\/?p=4987"},"modified":"2018-06-05T10:52:11","modified_gmt":"2018-06-05T13:52:11","slug":"emprestimo-de-nome-e-responsavel-por-17-dos-casos-de-inadimplencia-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/?p=4987","title":{"rendered":"Empr\u00e9stimo de nome \u00e9 respons\u00e1vel por 17% dos casos de inadimpl\u00eancia, revela estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"bt_bb_wrapper\"><p>&#8211; Maioria emprestou documentos ou cart\u00e3o para ajudar ou porque ficou com vergonha de dizer n\u00e3o; 23% n\u00e3o sabiam ao certo o valor que o outro gastaria. Arrependidos, 62% jamais voltariam a emprestar o nome de novo &#8211;<br \/>\nUm levantamento feito em todas as capitais pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) descobriu que o empr\u00e9stimo de nome a terceiros \u00e9 uma das causas que leva os brasileiros \u00e0 inadimpl\u00eancia. Em cada dez pessoas que est\u00e3o ou estiveram com o nome inscrito em cadastros de devedores nos \u00faltimos 12 meses, duas (17%) chegaram a essa situa\u00e7\u00e3o porque emprestaram seus documentos ou cart\u00f5es para que outra pessoa fizesse compras a prazo.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas ouvidas alega que emprestou o nome com o intuito de ajudar (51%) o amigo ou familiar, enquanto 13% ficaram com vergonha de dizer n\u00e3o diante do pedido. Outros 11% disseram ter ficado receosos de magoar quem pediu o nome emprestado, caso tivessem de negar o aux\u00edlio.<\/p>\n<p>\u201cEmprestar o nome para amigos ou conhecidos \u00e9 uma atitude solid\u00e1ria, mas que pode causar danos \u00e0 sa\u00fade financeira de quem arca com a d\u00edvida. Quem emprestou o nome termina se responsabilizando por uma d\u00edvida que n\u00e3o lhe pertence, cuja falta de pagamento possui desdobramentos s\u00e9rios como a restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, inadimpl\u00eancia e at\u00e9 mesmo a perda da amizade de quem pediu ajuda\u201d, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/p>\n<p>Amigos e parentes s\u00e3o os que mais recorrem \u00e0 pr\u00e1tica; 23% deram nome sem nem saber o valor que o outro gastaria<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, a maior parte dos pedidos de nome emprestado surge de pessoas pr\u00f3ximas do c\u00edrculo social. Em primeiro lugar est\u00e3o os amigos, com 26% de cita\u00e7\u00f5es, seguidos dos parentes (21%) e dos irm\u00e3os (16%). Completam o ranking os pais (11%), namorados (9%), filhos (9%), c\u00f4njuges (8%) e at\u00e9 mesmo colegas de trabalho (8%).<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica se torna ainda mais arriscada, quando quase um quarto (23%) dos entrevistados revela que emprestou o nome sem saber ao menos o valor da compra que seria feita. Em outros 28% dos casos, havia sido combinado um valor, mas a pessoa gastou mais do que o acordado.<\/p>\n<p>A forma mais comum de emprestar o nome foi por meio do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, op\u00e7\u00e3o citada por 52% das pessoas que passaram por essa situa\u00e7\u00e3o. O cart\u00e3o de loja ficou em segundo lugar com 23% de men\u00e7\u00f5es \u2013 percentual que sobe para 28% entre as pessoas das classes C\/D\/E e 30% entre as mulheres. Tamb\u00e9m foram relatados casos de uso de financiamento (20%), credi\u00e1rio (19%) e tal\u00e3o de cheque (12%) de terceiros. \u201cO cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 uma das modalidades que cobram os juros mais elevados no mercado. Isso torna o h\u00e1bito ainda mais perigoso porque em caso de atraso no pagamento, a d\u00edvida inicial pode crescer de forma consider\u00e1vel\u201d, explica o educador financeiro do portal \u2018Meu Bolso Feliz\u2019, Jos\u00e9 Vignoli.<\/p>\n<p>A pesquisa ainda descobriu que as principais aquisi\u00e7\u00f5es feitas em nome de terceiros nem sempre dizem respeito a itens de primeira necessidade. Em cada dez situa\u00e7\u00f5es em que os entrevistados sabiam o que foi comprado, quatro (37%) serviram para a aquisi\u00e7\u00e3o de roupas, cal\u00e7ados e acess\u00f3rios. Outros 20% foram destinados a empr\u00e9stimo de dinheiro e 19% a compra de equipamentos eletr\u00f4nicos. Completam a lista perfumes e cosm\u00e9ticos (15%), eletrodom\u00e9sticos (14%) e m\u00f3veis (13%). Em 16% dos casos, quem emprestou o nome n\u00e3o sabia o que seria adquirido.<\/p>\n<p>Em 25% dos casos, pessoa desapareceu ap\u00f3s usar nome emprestado e n\u00e3o arcou com os valores. Em m\u00e9dia, d\u00edvida supera R$ 1,5 mil e 62% n\u00e3o voltariam a emprestar nome<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, somente em 11% dos casos a d\u00edvida contra\u00edda foi inteiramente quitada por quem pediu o nome emprestado. Para quase a metade (49%) dos entrevistados, a d\u00edvida ainda est\u00e1 em aberto ou sendo negociada, enquanto 30% tiveram de se responsabilizar sozinhos pelo pagamento das compras feita por terceiros. Em m\u00e9dia, o valor da d\u00edvida chega a R$ 1.520,81.<\/p>\n<p>Considerando os inadimplentes que emprestaram o nome e pagaram ao menos parte da d\u00edvida ou ainda est\u00e3o negociando, 55% deles tiveram que fazer algo para conseguir limpar o nome, principalmente economizar e cortar gastos do or\u00e7amento (27%) ou usar parte da reserva financeira que possu\u00edam (20%). H\u00e1 ainda 11% de pessoas que tiveram de recorrer a empr\u00e9stimos para conseguir quitar a d\u00edvida que outras pessoas fizeram em seu nome.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, 84% das pessoas que ficaram com nome negativado cobraram a devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro usado para quitar a d\u00edvida no seu nome, mas 71% n\u00e3o receberam nenhum pagamento. Em 41% dos casos a pessoa cobrada disse que n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es financeiras de pagar a d\u00edvida e em outras 25% das situa\u00e7\u00f5es, a pessoa desapareceu, impossibilitando qualquer tipo de cobran\u00e7a direta. Em cada dez entrevistados, seis (57%) admitem que a rela\u00e7\u00e3o com a pessoa ficou abalada ap\u00f3s o epis\u00f3dio, sendo que em 18% dos casos a amizade foi rompida.<\/p>\n<p>Depois da amarga experi\u00eancia de ter o nome negativado por conta de terceiros, a maioria dos entrevistados (62%) disse que n\u00e3o voltaria a emprestar o nome para os outros realizarem compras a prazo. Por outro lado, 20% voltaram a emprestar o nome a outras pessoas. \u201cQuem pede o nome emprestado muito provavelmente j\u00e1 tem d\u00edvidas em atraso e est\u00e1 com dificuldades de obter cr\u00e9dito por causa da restri\u00e7\u00e3o ao CPF. Sendo assim, quem se arrisca a ajudar esse tipo de pessoa, precisa assumir o risco de n\u00e3o receber o dinheiro ou receber fora do prazo esperado. O recomend\u00e1vel \u00e9 n\u00e3o emprestar ou emprestar apenas um valor que n\u00e3o far\u00e1 falta no or\u00e7amento\u201d, orienta a economista Marcela Kawauti.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Maioria emprestou documentos ou cart\u00e3o para ajudar ou porque ficou com vergonha de dizer n\u00e3o; 23% n\u00e3o sabiam ao certo o valor que o outro gastaria. 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