{"id":5266,"date":"2018-06-12T14:58:03","date_gmt":"2018-06-12T17:58:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.folhadocomercio.com.br\/folha-do-comercio\/?p=5266"},"modified":"2018-06-12T14:59:58","modified_gmt":"2018-06-12T17:59:58","slug":"estamos-matando-o-nosso-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/?p=5266","title":{"rendered":"Estamos matando o nosso futuro"},"content":{"rendered":"<div class=\"bt_bb_wrapper\"><p><strong>Marco Ant\u00f4nio Barbosa<\/strong><br \/>\nEntra ano e sai ano a viol\u00eancia fica cada vez mais exposta nos notici\u00e1rios. E uma parcela importante para o futuro do nosso pa\u00eds \u00e9 a que mais sofre com esta situa\u00e7\u00e3o: os jovens. Mais uma vez alarmante, o novo Atlas da Viol\u00eancia &#8211; divulgado esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica \u2013 mostra que o Brasil alcan\u00e7ou a marca hist\u00f3rica de 62.517 homic\u00eddios no ano de 2016. Deste n\u00famero, 53,7% s\u00e3o jovens entre 15 a 19 anos.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, 33.590 adolescentes sa\u00edram de casa e n\u00e3o voltaram em 2016, sendo que 94,6% eram do sexo masculino. Entre os homens, o crime mata mais do que qualquer doen\u00e7a, batendo 56,5% das causas de \u00f3bito.<\/p>\n<p>Os dados tamb\u00e9m mostram como as pol\u00edticas de seguran\u00e7a e p\u00fablicas (que criam oportunidades para este p\u00fablico) s\u00e3o falhas e ineficientes. Os n\u00fameros aumentaram 7,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Considerando a d\u00e9cada de 2006-2016 o pa\u00eds sofreu um aumento de 23,3%.<\/p>\n<p>Nada efetivo foi feito para trazer seguran\u00e7a para as nossas crian\u00e7as e isso \u00e9 um problema complexo que come\u00e7a na falta de investimento em educa\u00e7\u00e3o. Sem ensino, sem oportunidade. Com isso, o crime aparece como \u00fanica solu\u00e7\u00e3o, principalmente para a parcela mais pobre da popula\u00e7\u00e3o. Isso sem contar a falta de investimento em infraestruturas b\u00e1sicas como sa\u00fade, moradia e transporte. Essa conta chega a um resultado muito triste. Jogamos mais uma gera\u00e7\u00e3o na m\u00e3o do crime organizado que a usa como bem entende. Que a usa como soldados.<\/p>\n<p>O estudo aponta outra quest\u00e3o que deve ser debatida: em alguns estados o problema \u00e9 ainda maior que em outros. Enquanto houve redu\u00e7\u00e3o nestas taxas em S\u00e3o Paulo, por exemplo, no Rio Grande do Norte cresceu 382,2% entre 2006 e 2016. Isto \u00e9 reflexo da falta de uma vis\u00e3o geral da situa\u00e7\u00e3o pelos governantes. Mostra como nossos pol\u00edticos federais (deputados, senadores e presidente) n\u00e3o conseguem coordenar pol\u00edticas integradas. O crime se espalha pelas periferias, seja em uma favela ou em estados mais pobres. As fac\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas do Oiapoque ao Chui e, na maioria das vezes, passam dessas fronteiras para outros pa\u00edses. Em contraponto, as a\u00e7\u00f5es de nossas pol\u00edcias s\u00e3o cada vez mais locais. Um contraste mortal. Qualquer a\u00e7\u00e3o, como uma interven\u00e7\u00e3o em um estado, n\u00e3o far\u00e1 c\u00f3cegas aos problemas. A quest\u00e3o deve ser tratada nacionalmente.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 claramente preocupante, mas enquanto postergarmos as medidas de longo prazo, mais estes n\u00fameros bater\u00e3o marcas hist\u00f3ricas. \u00c9 necess\u00e1rio investir nos nossos jovens hoje, para que se tornem adultos mais conscientes e ajudem a mudar o Brasil. Atualmente, a luta \u00e9 ainda mais atr\u00e1s. N\u00e3o conseguimos deix\u00e1-los chegarem a fase adulta. O nosso futuro est\u00e1 morrendo na nossa frente. Como pensar em novos pol\u00edticos, se n\u00e3o deixarmos nossos jovens crescerem?<\/p>\n<p>** <strong>Marco Ant\u00f4nio Barbosa \u00e9 especialista em seguran\u00e7a e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administra\u00e7\u00e3o de empresas, MBA em finan\u00e7as e diversas p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de marketing e neg\u00f3cio<\/strong>s.<\/p>\n<p><strong>Sobre a CAME do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Presente no Brasil desde 2010, com sede em Indaiatuba\/SP, a CAME Group \u00e9 uma empresa de origem italiana com mais de 40 anos no mercado e l\u00edder mundial em produtos para automa\u00e7\u00e3o de acesso, com certifica\u00e7\u00f5es ISO 9001 e ISO 14001. A empresa dedica-se \u00e0 excel\u00eancia em equipamentos e assist\u00eancia t\u00e9cnica de alta qualidade, inova\u00e7\u00e3o e performance no segmento de controle de acesso e automa\u00e7\u00e3o predial, desenvolvendo projetos customizados para clientes de diferentes segmentos de mercado. Com filiais em 17 pa\u00edses e mais de 350 distribuidores exclusivos no mundo todo, a CAME controla tr\u00eas empresas produtivas (CAME Cancelli Automatici, BPT Sistemas de automa\u00e7\u00e3o residencial e industrial, e Urbaco), al\u00e9m da CAME Service It\u00e1lia, especializada em assist\u00eancia aos clientes. No seu portf\u00f3lio de produtos, oferece o que h\u00e1 de mais moderno e robusto em cancelas, portas e pilares autom\u00e1ticos, correntes e automatizadores pivotantes ou deslizantes, entre outros. Veja mais em: www.came-brasil.com<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marco Ant\u00f4nio Barbosa Entra ano e sai ano a viol\u00eancia fica cada vez mais exposta nos notici\u00e1rios. E uma parcela importante para o futuro do nosso pa\u00eds \u00e9 a que mais sofre com esta situa\u00e7\u00e3o: os jovens. 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