{"id":5408,"date":"2018-06-16T19:47:56","date_gmt":"2018-06-16T22:47:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.folhadocomercio.com.br\/folha-do-comercio\/?p=5408"},"modified":"2018-06-16T19:52:36","modified_gmt":"2018-06-16T22:52:36","slug":"a-segunda-onda-da-aids-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/?p=5408","title":{"rendered":"A segunda onda da Aids no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"bt_bb_wrapper\"><p><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-5410 alignright\" src=\"http:\/\/www.folhadocomercio.com.br\/folha-do-comercio\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/AIDS-640x324.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/AIDS-640x324.jpg 640w, https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/AIDS-320x162.jpg 320w, https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/AIDS.jpg 810w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/>FOTO <strong>Ligia Kerr, coordenadora da pesquisa que entrevistou 4.176 homens de 11 capitais e Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio de junho a imprensa brasileira divulgou n\u00fameros alarmantes sobre a preval\u00eancia de HIV entre homossexuais no Brasil, que saltou assustadoramente para 18,4%: a cada cinco cidad\u00e3os gays, praticamente um est\u00e1 infectado. Os novos n\u00fameros estavam no estudo HIV prevalence among men who have sex with men in Brazil: results of the 2nd national survey using respondent-driven sampling coordenado pela pesquisadora Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr, do Departamento de Sa\u00fade Comunit\u00e1ria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Cear\u00e1. A Abrasco ouviu Ligia Kerr, que ainda \u00e9 membro da Comiss\u00e3o de Epidemiologia da Associa\u00e7\u00e3o, sobre a situa\u00e7\u00e3o da Aids no Brasil, o estigma, o preconceito e a discrimina\u00e7\u00e3o como barreiras na resposta brasileira. E ainda sobre a fal\u00eancia total da preven\u00e7\u00e3o dos mais vulner\u00e1veis e o perigoso crescimento da extrema direita no pa\u00eds que torna o trabalho da preven\u00e7\u00e3o ainda mais desafiador.<\/p>\n<p>Enviamos algumas perguntas por e-mail e Ligia generosamente nos respondeu com o artigo in\u00e9dito A infec\u00e7\u00e3o pelo HIV entre homens que fazem sexo com homens no Brasil: registro de dois estudos ocorridos em 2009 e 2016. Ligia coordenou os dois estudos, de 2009 e 2016. O estudo de 2016 foi conduzido pelo Brazilian HIV\/MSM Surveillance Group composto pelos seguintes pesquisadores (em ordem alfab\u00e9tica): Alexandre Kerr Pontes; Ana Cl\u00e1udia Camillo; Ana Maria de Brito; Ana Rita Coimbra Motta Castro; Andrea Fachel Leal; Carl Kendall; Daniela Knauth; Edgar Merchan-Hamann; Hermelinda Maia Macena; In\u00eas Costa Dourado; Lisangela Cristina Oliveira; Luana Nepomuceno Costa Lima; Maria Am\u00e9lia Veras; Mark Drew Crosland Guimar\u00e3es; Socorro Cavalcante. As opini\u00f5es expressas neste artigo s\u00e3o da autora e n\u00e3o refletem, necessariamente, a dos demais pesquisadores.<\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o pelo HIV entre homens que fazem sexo com homens no Brasil: registro de dois estudos ocorridos em 2009 e 2016.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, pesquisadores v\u00eam anunciando o \u201cfim da Aids\u201d, baseados nos avan\u00e7os dos tratamentos desenvolvidos para a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV. Estas medica\u00e7\u00f5es representaram, sem d\u00favida nenhuma, avan\u00e7os incalcul\u00e1veis, que v\u00eam salvando milhares de vidas, n\u00e3o s\u00f3 das pessoas contaminadas, mas de seus poss\u00edveis parceiros sexuais, que ficam mais protegidos pela redu\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o. Entretanto, a afirma\u00e7\u00e3o sobre o fim da Aids leva pouco em considera\u00e7\u00e3o a complexidade da sexualidade humana, os fatores culturais e s\u00f3cio-pol\u00edtico e econ\u00f4micos das diferentes sociedades onde o HIV\/Aids se apresenta como epidemia.<\/p>\n<p>De fato, mais recentemente, contr\u00e1rio ao que havia sido afirmado, a literatura internacional come\u00e7ou a reconhecer o crescimento de casos da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV entre homens que fazem sexo com homens (HSH) em diversos pa\u00edses. Esta \u00e9 uma das popula\u00e7\u00f5es-chave mais desproporcionalmente afetadas pelo HIV, e a este aumento de casos, alguns pesquisadores t\u00eam chamado de \u201csegunda onda da Aids\u201d.<\/p>\n<p>Apesar do reconhecimento internacional deste fato, o Brasil caminhava na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. Em 2012, na 19\u00aa Confer\u00eancia Internacional de Aids em Washington, e em 2015, na c\u00e2mara dos deputados, o governo assumia que a epidemia de Aids estava estabilizada no pa\u00eds. Este fato foi confirmado pelo ent\u00e3o diretor do Departamento de IST\/Aids e hepatites virais que, al\u00e9m desta afirma\u00e7\u00e3o, disse que \u201cdormia tranquilo\u201d, pois a epidemia no Brasil estava controlada.<\/p>\n<p>Pesquisadores da \u00e1rea e Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONG), em protesto, lan\u00e7aram um manifesto intitulado \u201cAIDS no Brasil hoje: o que me tira o sono?\u201d onde explicitaram que a afirma\u00e7\u00e3o de que a epidemia de Aids no Brasil estava sob controle era falaciosa, e estava prejudicando a resposta nacional \u00e0 epidemia, despolitizando a discuss\u00e3o e dificultando o acesso do pa\u00eds a financiamentos internacionais. J\u00e1 se percebia, ou mesmo se documentava, que este discurso vinha na contram\u00e3o do que os dados internacionais mostravam, e que, de fato, a epidemia vinha crescendo na popula\u00e7\u00e3o-chave composta pelos HSH.<\/p>\n<p>As autoridades governamentais desconsideravam que o Brasil apresenta uma grande diversidade da epidemia, tanto no que diz respeito \u00e0s diferentes popula\u00e7\u00f5es atingidas em distintas propor\u00e7\u00f5es, como em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diversidades socioecon\u00f4mico culturais do pa\u00eds. Os dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS) \u2013 sob um olhar mais criterioso, mostravam um aumento da taxa de Aids nas regi\u00f5es mais pobres do pa\u00eds, e tamb\u00e9m entre os HSH, em especial os mais jovens.<\/p>\n<p>No Brasil, a estimativa da preval\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV na popula\u00e7\u00e3o de HSH era desconhecida at\u00e9 2009. A sociedade civil, representada por ONG\u2019s que atuavam fortemente junto a esta popula\u00e7\u00e3o e ao governo, vinha tentando postergar um estudo entre a comunidade receando que os resultados pudessem aumentar o estigma e a discrimina\u00e7\u00e3o contra eles. Por outro lado, desconhecer a real situa\u00e7\u00e3o levava recursos de preven\u00e7\u00e3o para outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>Outro fator que dificultava o estudo \u00e9 que esta popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser pesquisada com t\u00e9cnicas estat\u00edsticas aplic\u00e1veis \u00e0 popula\u00e7\u00e3o geral, requerendo m\u00e9todos de amostragem especiais. Em escala nacional, estes estudos t\u00eam um alto custo. Governo e ONG\u2019s decidiram juntos realizar o estudo. Dez cidades foram escolhidas nas 5 regi\u00f5es administrativas do Brasil. A participa\u00e7\u00e3o das ONG\u2019s voltadas para estas popula\u00e7\u00f5es foi expressiva e democr\u00e1tica, com acompanhamento de todo o processo que envolve a pesquisa. O resultado foi preocupante: a preval\u00eancia da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV estimada para esta popula\u00e7\u00e3o foi de 12,1%, cerca de 20 vezes maior do que a preval\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n<p>Recomenda-se que estes estudos sejam conduzidos periodicamente em popula\u00e7\u00f5es-chave. Apesar do per\u00edodo contido entre o primeiro e o segundo estudo ser mais longo do que o recomendado, o segundo estudo ocorreu em 2016, sete anos ap\u00f3s, agora em 12 capitais brasileiras. O resultado foi muito al\u00e9m do que se imaginava: a preval\u00eancia subiu para 18,4%, ou seja, 46 vezes maior do que a popula\u00e7\u00e3o geral. Como explicar este aumento? O que ocorreu que pudesse explicar esta diferen\u00e7a t\u00e3o significativa?<\/p>\n<p>O crescimento da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV entre os HSH era esperado pelos pesquisadores brasileiros. Uma das raz\u00f5es \u00e9 devido a uma intensa redu\u00e7\u00e3o das medidas preventivas voltadas a estas popula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que se iniciou logo ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do primeiro estudo. Campanhas governamentais foram coibidas por interfer\u00eancia direta daquilo que foi chamado Bancada BBB, termo empregado para se referir aos parlamentares armamentistas, bancada \u201cda Bala\u201d; \u00e0 bancada ruralista, denominada \u201cdo Boi\u201d; e \u00e0 bancada evang\u00e9lica, chamada \u201cda b\u00edblia\u201d.<\/p>\n<p>Estas bancadas se juntaram com o objetivo de votar agendas conservadoras que inclu\u00edram a proibi\u00e7\u00e3o de atividades preventivas voltadas \u00e0s popula\u00e7\u00f5es chaves no Brasil, entre eles os HSH, as mulheres transg\u00eaneros, as profissionais do sexo e os usu\u00e1rios de drogas. A articula\u00e7\u00e3o destas bancadas passou a representar uma enorme amea\u00e7a aos direitos das minorias no Brasil. Cartilhas preparadas por profissionais altamente qualificados e que discutiam sexualidade nas escolas ficaram estocadas nos por\u00f5es do governo federal, pois sua distribui\u00e7\u00e3o foi proibida por esta mesma bancada.<\/p>\n<p>Os jovens foram profundamente afetados, pois iniciaram suas atividades sexuais em um tempo que nem se fala mais de Aids e marcado por um enorme crescimento do preconceito e da discrimina\u00e7\u00e3o contra estes homens. Enquanto em 2008, v\u00e1rios programas como \u201cFomento a Projetos de Combate \u00e0 Homofobia\u201d, \u201cApoio a Servi\u00e7os de Preven\u00e7\u00e3o e Combate \u00e0 Homofobia\u201d e \u201cBanco de Dados sobre Cidadania\u201d foram apoiados e financiados pelo governo, desde 2015, os projetos para esta comunidade espec\u00edfica t\u00eam sido reduzidos, at\u00e9 que os repasses federais para estes programas espec\u00edficos de defesa da comunidade LGBT chegarem a zero, no governo Temer, no final de 2017.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as s\u00f3cio-pol\u00edticas ocorridas no per\u00edodo, permitindo o extravasamento do \u00f3dio pelos pobres, negros e pelas minorias e a redu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para diminui\u00e7\u00e3o da homofobia produziram um impacto no crescimento observado de cerca de 120% a 140% no relato de ter sofrido hist\u00f3ria de discrimina\u00e7\u00e3o por estes homens, registrado entre os estudos de 2009 e 2016.<\/p>\n<p>As ONG\u2019s, inst\u00e2ncias mais pr\u00f3ximas da comunidade HSH que trabalhavam com esta popula\u00e7\u00e3o e que sempre foram parceiras important\u00edssimas do governo no direcionamento das an\u00e1lises da epidemia e nas a\u00e7\u00f5es preventivas a serem tomadas, ficaram totalmente sem financiamento governamental, e a maioria acabou fechando suas portas. Uma enorme porta da preven\u00e7\u00e3o foi fechada para esta comunidade. Como resultado de todas estas pol\u00edticas, a redu\u00e7\u00e3o do uso do preservativo tem sido observada em praticamente todas as popula\u00e7\u00f5es, tanto entre pessoas que se identificam como heterossexuais, como entre os homossexuais. O estudo de 2016 registra um crescimento de rela\u00e7\u00f5es sem camisinha de 24%, entre jovens.<\/p>\n<p>A camisinha \u00e9 uma estrat\u00e9gia muito importante na preven\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o, mesmo n\u00e3o sendo a \u00fanica. Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o do uso do preservativo, cresceu, entre os HSH, a percep\u00e7\u00e3o de que eles t\u00eam pouca chance de se infectar pelo HIV. Por outro lado, decresceu o percentual entre a comunidade daqueles que nunca se testaram para o HIV.<\/p>\n<p>Outro aspecto observado foi um aumento expressivo do n\u00famero de parceiros sexuais e da busca de parceiros, muitas vezes an\u00f4nimos, atrav\u00e9s do uso de novas tecnologias como apps tipo Grindr, Hornet, Tinder e WhatsApp. Estudos mostram que estes usu\u00e1rios relatam altas taxas de parceria sexual e rela\u00e7\u00f5es anais desprotegidas. E a maioria daqueles que usam estes aplicativos acham que est\u00e3o sob menor risco de se infectar pelo HIV.<\/p>\n<p>Observou-se, ainda, uma esp\u00e9cie de \u201cbanaliza\u00e7\u00e3o\u201d da Aids, uma doen\u00e7a hoje cr\u00f4nica, mas ainda sem cura, e cujos tratamentos podem trazer in\u00fameros efeitos colaterais. Jovens afirmaram na pesquisa de 2016 que \u201ca Aids n\u00e3o assusta mais\u201d. Como dito anteriormente, o tratamento da Aids foi um enorme avan\u00e7o cl\u00ednico, epidemiol\u00f3gico e pol\u00edtico. Soma-se ao tratamento, estrat\u00e9gias preventivas importantes como PEP, uma medica\u00e7\u00e3o tomada ap\u00f3s um evento de risco com algu\u00e9m que pode estar contaminado, ou a PrEP, que \u00e9 uma forma de pessoas que n\u00e3o t\u00eam HIV, mas que correm um risco consider\u00e1vel de adquiri-lo, evitar a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV, tomando uma p\u00edlula que cont\u00e9m dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina) que s\u00e3o usados em combina\u00e7\u00e3o com outros medicamentos para tratar o HIV. Enquanto pa\u00edses desenvolvidos j\u00e1 usam a PrEP h\u00e1 alguns anos, no Brasil, s\u00f3 foi implementada pelo governo no final de 2017.<\/p>\n<p>Entretanto, o uso dos medicamentos n\u00e3o deve passar a ser uma resposta biom\u00e9dica que venha a substituir ou reduzir as respostas sociais e pol\u00edticas. A sexualidade humana \u00e9 algo muito mais complexo, para se acreditar que o \u00eaxito do controle da epidemia possa ser simplesmente fruto apenas da disponibilidade de medica\u00e7\u00f5es. Existem diferentes estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e tratamento precoce que fazem parte de um complexo de medidas preventivas dispon\u00edveis e que esta comunidade precisa ter acesso.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria comunidade precisa conhecer o que est\u00e1 acontecendo com ela para criar e implementar aquelas estrat\u00e9gias que mais lhe sejam apropriadas para redu\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o. Pouco mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o ao redor do mundo que precisa tomar a medica\u00e7\u00e3o para o HIV est\u00e1, de fato, tendo acesso. Entretanto, medidas neoliberais est\u00e3o cortando direitos b\u00e1sicos da popula\u00e7\u00e3o, como emprego, sa\u00fade, alimento de qualidade.<\/p>\n<p>No Brasil, a PEC 55, medida que congela por at\u00e9 20 anos as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas apenas pela infla\u00e7\u00e3o, promove cortes que t\u00eam atingido tragicamente o Sistema \u00danico de Sa\u00fade, maior respons\u00e1vel pelo tratamento da Aids no pa\u00eds. A PEC 55 significa uma redu\u00e7\u00e3o de investimento em \u00e1reas como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, amea\u00e7ando promover, em poucos anos, um enorme fosso de desigualdade e um contingente significativo de pessoas infectadas fora do tratamento.<\/p>\n<p>Como dizia o manifesto dos pesquisadores em resposta ao governo, \u00e9 necess\u00e1rio redirecionar os esfor\u00e7os para o enfrentamento da epidemia nas popula\u00e7\u00f5es mais expostas ao risco de infec\u00e7\u00e3o, articulando-as com a\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o geral. \u00c9 necess\u00e1rio recuperar princ\u00edpios essenciais, como reconhecimento do problema e mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade em busca de solu\u00e7\u00f5es, que neste caso n\u00e3o s\u00e3o simples, mas s\u00e3o fact\u00edveis. Infelizmente, esta n\u00e3o parece, nem de perto, ser a op\u00e7\u00e3o do governo que hora conduz o pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOTO Ligia Kerr, coordenadora da pesquisa que entrevistou 4.176 homens de 11 capitais e Bras\u00edlia No in\u00edcio de junho a imprensa brasileira divulgou n\u00fameros alarmantes sobre a preval\u00eancia de HIV entre homossexuais no Brasil, que saltou assustadoramente para 18,4%: a cada cinco cidad\u00e3os gays, praticamente um est\u00e1 infectado. Os novos n\u00fameros estavam no estudo HIV [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[171],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5408"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5408"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5408\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5412,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5408\/revisions\/5412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}