{"id":7973,"date":"2019-03-08T13:42:46","date_gmt":"2019-03-08T16:42:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.folhadocomercio.com.br\/folha-do-comercio\/?p=7973"},"modified":"2019-03-08T13:43:04","modified_gmt":"2019-03-08T16:43:04","slug":"mulher-ganha-em-media-795-do-salario-do-homem-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/?p=7973","title":{"rendered":"Mulher ganha em m\u00e9dia 79,5% do sal\u00e1rio do homem, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<div class=\"bt_bb_wrapper\"><div class=\"row cf\">\n<div class=\"playerContainer cf col-lg-12\">\n<div class=\"economia plrBorderEconomia\">\n<div class=\"economia mejs__ebc-audio-wrapper\">\n<div class=\"mejs-fotoh-wrapper\"><img class=\"img-responsive full\" title=\"Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/MqptZhm1eINvi-hl_CPEwckAZO8=\/1140x760\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/industrias_wd2219_1.jpg?itok=z7PyNgZX\" alt=\"Ind\u00fastrias\" \/>Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cf bgWhite newsContainer\">\n<div class=\"col-compartilhar-social col-lg-1 col-lg-offset-1 col-md-1 col-md-offset-1 col-sm-10 col-sm-offset-1 col-xs-12 hidden-print\">\n<div class=\"compartilhar\">\n<div class=\"social social-share clearfix\">\u00a0 \u00a0 Por\u00a0<span class=\"txtEconomia\">Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil\u00a0<span class=\"newsLocation\">\u00a0Rio de Janeiro<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-lg-8 col-lg-offset-2 col-md-8 col-md-offset-2 col-sm-10 col-sm-offset-1 col-xs-12\">\n<div class=\"cmp3AdBanners pull-right hidden-print\">Em 2018, as mulheres representavam 45,3% da for\u00e7a de trabalho, ganhavam 79.5% do total do sal\u00e1rio pago ao homem e tinham uma jornada semanal de trabalho menor em 4,8 horas, sem considerar o tempo dedicado a afazeres dom\u00e9sticos e cuidados de pessoas.<\/div>\n<article>No mesmo ano, o rendimento m\u00e9dio total das mulheres ocupadas com idade entre 25 e 49 anos era de R$ 2.050, enquanto o dos homens chegava a R$ 2.579, nesse mesmo grupo et\u00e1rio.O\u00a0valor m\u00e9dio da hora trabalhada era de R$ 13,0 para as mulheres, correspondendo a 91,5% da hora trabalhada para os homens, que chegava a R$ 14,2.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o algumas das principais conclus\u00f5es do estudo Diferen\u00e7a do rendimento do trabalho de mulheres e homens nos grupos ocupacionais &#8211; Pnad Cont\u00ednua 2018, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou nesta sexta-feira,08.<\/p>\n<p>O estudo analisou as horas trabalhadas, a cor ou ra\u00e7a, a idade, o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o das mulheres e dos homens ocupados de 25 a 49 anos. Tamb\u00e9m foi avaliada a distribui\u00e7\u00e3o nos grupamentos ocupacionais e as diferen\u00e7as do rendimento m\u00e9dio real entre mulheres e homens.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, a popula\u00e7\u00e3o ocupada de homens e mulheres entre 25 a 49 anos totalizava 56,4 milh\u00f5es de pessoas no Brasil em 2018. Esse contingente era composto por 54,7% de homens e 45,3% de mulheres. Segundo o IBGE, \u201cessas estimativas n\u00e3o apresentaram varia\u00e7\u00f5es importantes desde 2012, mostrando o predom\u00ednio da participa\u00e7\u00e3o masculina no contingente de ocupados\u201d.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 jornada semanal de trabalho, a pesquisa do IBGE constatou um n\u00famero inferior de horas trabalhadas na semana para as mulheres. Em m\u00e9dia, o homem trabalhava 42,7 horas, enquanto a mulher 37,9 horas, o que leva \u00e0s cerca de 4,8 horas a menos na jornada semanal da mulher em 2018.<\/p>\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o dessa diferen\u00e7a em compara\u00e7\u00e3o a 2012, quando era de 6 horas, foi decorrente da redu\u00e7\u00e3o das horas trabalhadas ter sido mais acentuada entre os homens, que tiveram uma queda na carga hor\u00e1ria de 1,6 hora, enquanto entre as mulheres esta queda foi apenas 0,4 hora\u201d, constata a pesquisa.<\/p>\n<h2>Compara\u00e7\u00e3o por idade<\/h2>\n<p>Outro aspecto avaliado pelo estudo foi a raz\u00e3o do rendimento de mulheres e homens, segundo os grupos de idade. Neste estudo o IBGE desagregou a popula\u00e7\u00e3o em tr\u00eas grupos et\u00e1rios: 25 a 29 anos, 30 a 39 anos e 40 a 49 anos de idade.<\/p>\n<p>Sobre este aspecto da an\u00e1lise, o estudo constatou que em todos os anos da s\u00e9rie, \u201ca tend\u00eancia de queda da raz\u00e3o do rendimento da mulher em rela\u00e7\u00e3o ao homem com o crescimento da idade\u201d.<\/p>\n<p>Em 2018, por exemplo, a mulher ocupada de 25 a 29 anos de idade recebia 86,9% do rendimento m\u00e9dio do homem; quando a faixa et\u00e1ria subiu para o intervalo de 30 a 39 anos este rendimento caiu para 81,6%; reduzindo na faixa entre 40 e os 49 anos: 79,4%.<\/p>\n<p>Nesse \u00faltimo grupo, o rendimento m\u00e9dio da mulher era, em 2018, de R$ 2.199, enquanto o dos homens chegava a R$ 2.935; no primeiro (25 a 29 anos de idade) os valores eram de R$1.604 no caso das mulheres e de R$ 1.846 no dos homens.<\/p>\n<p>O movimento de queda da propor\u00e7\u00e3o de rendimento recebido pelas mulheres mais velhas, em 2018, estava diretamente ligada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da jornada m\u00e9dia de trabalho: no grupo de 25 a 29 anos de idade ela trabalha cerca de 3,6 horas a menos que o homem da mesma idade; j\u00e1 no grupo de 40 a 49 anos a diferen\u00e7a chega a 5,4 horas.<\/p>\n<h2>Cor e ra\u00e7a<\/h2>\n<p>A s\u00e9rie de rendimento m\u00e9dio do trabalho habitual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) mostra discrep\u00e2ncia e diferen\u00e7a importante, e maior, entre o rendimento do homem e da mulher quando a popula\u00e7\u00e3o ocupada \u00e9 desagregada pela cor ou ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Considerando-se a cor ou ra\u00e7a, a propor\u00e7\u00e3o de rendimento m\u00e9dio da mulher branca ocupada em rela\u00e7\u00e3o ao do homem branco ocupado (76,2%) era menor que essa raz\u00e3o entre mulher e homem de cor preta ou parda (80,1%).<\/p>\n<p>O entendimento do IBGE \u00e9 de que, esta desigualdade menor entre o rendimento de pretos e pardo \u201cpode estar relacionada ao fato dessa popula\u00e7\u00e3o [preta ou parda] ter maior participa\u00e7\u00e3o em ocupa\u00e7\u00f5es de rendimentos mais baixos, muitas vezes, baseadas em piso m\u00ednimo. E esse comportamento ocorreu em todos os anos da s\u00e9rie, de 2012 at\u00e9 2018\u201d, explica.<\/p>\n<p>Neste caso, o rendimento m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o ocupada de cor preta ou parda correspondia, em m\u00e9dia, a 60,0% daquela de cor branca. \u201cAl\u00e9m da diferen\u00e7a de rendimento existente entre cor ou ra\u00e7a na popula\u00e7\u00e3o ocupada total, a desagrega\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea do rendimento m\u00e9dio, por cor\/ra\u00e7a e sexo, permaneceu mostrando que as mulheres, sejam elas brancas, pretas ou pardas, t\u00eam rendimento inferior ao dos homens da mesma cor\u201d.<\/p>\n<h2>N\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Uma constata\u00e7\u00e3o importante levantada pelo IBGE no estudo Diferen\u00e7a do rendimento do trabalho de mulheres e homens nos grupos ocupacionais \u2013 Pnad Cont\u00ednua 2018 diz respeito ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada de 25 a 49 anos, que tem aumentado ao longo da s\u00e9rie: \u201cCom crescimento da propor\u00e7\u00e3o de pessoas com, pelo menos, o ensino m\u00e9dio completo e o n\u00edvel superior\u201d, ressalta o instituto.<\/p>\n<p>O levantamento indica que, em 2012, 13,1% dos homens ocupados tinham o ensino superior, passado para 18,4% em 2018, um aumento de 5,3 pontos percentuais. Entre as mulheres essa estimativa foi 16,5% para 22,8%, entre 2012 e 2018 \u2013 um aumento ainda maior: 6,3 pontos percentuais.<\/p>\n<p>Apesar deste aumento da escolaridade constado no estudo, as discrep\u00e2ncias continuaram a se fazer presentes e, neste caso, n\u00e3o s\u00f3 entre homens e mulheres mas tamb\u00e9m entre os diversos n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o. \u201cEm 2018, o rendimento m\u00e9dio mais baixo, segundo o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, era o da mulher do grupo sem instru\u00e7\u00e3o e fundamental incompleto (R$ 880), enquanto o mais elevado era recebido por homens de N\u00edvel superior completo (R$ 5.928)\u201d, constatou a pesquisa.<\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o de 2012, a raz\u00e3o do rendimento entre mulheres e homens sem instru\u00e7\u00e3o e fundamental incompleto alcan\u00e7ava o percentual mais elevado entre todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o, atingindo 68,6% em 2016. \u201cEnquanto entre os anos de 2012 a 2014 a raz\u00e3o apresentava trajet\u00f3ria de crescimento com o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o; nos anos de 2017 e 2018, a tend\u00eancia se invertia com as mulheres de n\u00edvel superior completo obtendo os menores percentuais: (62,7% em 2017) e (64,3% em 2018)\u201d.<\/p>\n<h2>Grupamentos ocupacionais<\/h2>\n<p>Considerando-se as ocupa\u00e7\u00f5es selecionadas no estudo, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres era maior entre os trabalhadores dos servi\u00e7os dom\u00e9sticos em geral, respondendo por 95% do total; seguido dos professores do ensino fundamental , com 84,0%; trabalhadores de limpeza de interior de edif\u00edcios, escrit\u00f3rios, hot\u00e9is e outros estabelecimentos, com 74,9% de participa\u00e7\u00e3o; e dos trabalhadores de centrais de atendimento, com 72,2%.<\/p>\n<p>No grupo de diretores e gerentes, as mulheres tinham participa\u00e7\u00e3o pequena (41,8%) e seu rendimento m\u00e9dio (R$ 4.435) correspondia a 71,3% do recebido pelos homens (R$ 6.216). Entre os profissionais das ci\u00eancias e intelectuais, as mulheres tinham participa\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria (63,0%) mas recebiam 64,8% do rendimento dos homens.<\/p>\n<p>O grupamento ocupacional com a menor desigualdade \u00e9 o dos membros das for\u00e7as armadas, policiais, bombeiros e militares, no qual o rendimento das mulheres equivale, em m\u00e9dia, a 100,7% do rendimento dos homens.<\/p>\n<p>As ocupa\u00e7\u00f5es com maior n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mostram rendimentos desiguais entre homens e mulheres. Entre os Professores do Ensino fundamental, as mulheres recebiam 90,5% do rendimento dos homens. J\u00e1 entre os Professores de universidades e do ensino superior, o rendimento das mulheres equivalia a 82,6% do recebido pelos homens.<\/p>\n<p>Outras ocupa\u00e7\u00f5es de n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o mais elevado, como M\u00e9dicos especialistas e Advogados, mostravam participa\u00e7\u00f5es femininas em torno de 52% e uma diferen\u00e7a maior entre os rendimentos de mulheres e homens, com percentuais de 71,8% e 72,6%, respectivamente.<\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia Brasil\/Arquivo \u00a0 \u00a0 Por\u00a0Nielmar de Oliveira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil\u00a0\u00a0Rio de Janeiro Em 2018, as mulheres representavam 45,3% da for\u00e7a de trabalho, ganhavam 79.5% do total do sal\u00e1rio pago ao homem e tinham uma jornada semanal de trabalho menor em 4,8 horas, sem considerar o tempo dedicado a afazeres dom\u00e9sticos e cuidados de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[273],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7973"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7973"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7973\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7975,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7973\/revisions\/7975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.folhadocomercio.net.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}